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Coleta de esgoto atende apenas 5% da população de Rondônia; 50,6% não tem acesso à água

Toda a população de Ji-Paraná, Vilhena, Rolim de Moura e Jaru não possui coleta de esgoto, diz Trata Brasil. Moradores de locais sem saneamento básico ganham salários menores do que a população com acesso à água, coleta e tratamento de esgotos.

Mais de 1,6 milhão de pessoas de Rondônia ainda não possuem acesso à coleta de esgoto. Isso equivale a 95,1% dos moradores do estado, conforme revelou o Instituto Trata Brasil (ITB).

Em um momento de pandemia, onde lavar as mãos é absolutamente fundamental e recomendado pelos órgãos sanitários, 861.304 pessoas no estado não têm acesso à água, ou seja, 50,6% da população.

Ter água na torneira e coleta de esgoto é um direito assegurado pela Constituição e pode prevenir doenças, melhorar a qualidade de vida e a produtividade da comunidade.

Um levantamento do “Painel Saneamento Brasil”, projeto do Instituto Trata Brasil, com base nos dados mais recentes disponíveis pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), de 2018, mostra dados das 839 maiores localidades do Brasil, especialmente as cidades acima de 50 mil habitantes.

Veja a situação dos 7 maiores municípios de Rondônia:

Porto Velho

  • São 336.353 pessoas sem acesso à água (64,7% da população)
  • Outras 494.795 não têm coleta de esgoto (95,2%)

Ji-Paraná

  • 42.995 pessoas sem acesso à água (33,6% da população)
  • 127.907 sem coleta de esgoto (100% da população)

Ariquemes

  • 9.257 sem acesso à água (8,7% da população)
  • 104.003 moradores sem coleta de esgoto (98%)

Vilhena

  • Todos têm aceso à água
  • 97.448 da população sem coleta de esgoto (100% dos moradores)

Cacoal

  • 17.975 sem acesso à água (21,2% dos moradores)
  • 41.813 pessoas sem coleta de esgoto (49,3% da população)

Rolim de Moura

  • 16.001 pessoas sem acesso à água (29,3%)
  • 54.702 sem coleta de esgoto (equivalente a 100% dos moradores)

Jaru

  • 27.357 moradores sem acesso à água (52,7%)
  • 51.933 população sem coleta de esgoto (100% dos moradores)
Esgoto aberto na região central de Porto Velho — Foto: Ana Kézia Gomes/G1

Saneamento básico típicos de século 19

Moradores de locais sem saneamento básico ganham salários menores do que a população com acesso a água, coleta e tratamento de esgotos. Também estão mais vulneráveis a doenças comuns em áreas em que essa infraestrutura inexiste ou é precária – e o efeito disso é uma elevação nas despesas com saúde pública.

“Não cabe mais, em pleno século 21, termos indicadores de saneamento básico típicos de século 19. Isso é inadmissível”, avaliou, em entrevista ao G1, o presidente do Trata Brasil, Édison Carlos. De acordo com ele, os investimentos no setor estão muito abaixo do necessário.

Em Rondônia, a renda das pessoas com saneamento é de aproximadamente R$ 3.346,01 por mês. Já as pessoas sem acesso ao saneamento ganham em média R$ 807,14 mensalmente.

O Trata Brasil traçou as relações entre saneamento básico e os seguintes tópicos:

  • renda – quem não tem acesso a água e esgoto ganha menos.
  • saúde pública – falta de saneamento provoca gastos com internações.
  • emprego – obras de infraestrutura geram postos de trabalho.

Fonte: G1.Globo

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