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Satoru, trio paulistano de rock, lança o primeiro álbum com músicas pautadas por silêncios e vazios

♪ Trio paulistano de indie-rock, Satoru lança o primeiro álbum na sexta-feira, 28 de maio, com capa que expõe ilustração criada pela artista espanhola Maria Médem. No disco, batizado com o nome do grupo, Rico (voz, guitarra, teclado e piano, Gus (baixo) e Odudu (bateria e drumpad) apresentam dez músicas inéditas em repertório autoral.

Com exceção de Minha fé, composição de autoria do baixista Gus, todo o repertório do álbum Satoru é da lavra do vocalista Rico, tendo sido gravado com sonoridade influenciada pelos sentimentos gerados pelo isolamento social.

“Em 2020, quando começou a pandemia, já tínhamos algumas músicas, mas precisamos nos reinventar. Cerca de 70% do álbum foi concebido em casa, cada um com os próprios instrumentos, subindo e descendo coisas na nuvem, gravando ideias e trocando, tocando num metrônomo para juntar tudo e mixar”, relata o baterista Odudu.

“O momento de reclusão acabou influenciando os arranjos, os silêncios e os vazios. Certamente nada pensado, mas sinto que a gente meio que capturou o momento”, complementa o vocalista Rico.

Capa do álbum 'Satoru', da banda Satoru — Foto: Arte de Maria Médem

Antecedido pelo single editado em 21 de maio com a faixa Não faz assim, o álbum foi formatado com produção musical creditada ao trio e a Leonardo Rivera, mentor do selo Astronauta Discos, por onde o álbum está sendo editado com distribuição da gravadora Universal Music.

Com músicas como A viúvaClarãoEspaçoGuitarrada (com o sopro do saxofone do músico convidado Cauê Vieira), O dia (gravada com o toque da rabeca de Cláudio Rabeca), Por que será? (outra faixa com o sax de Cauê Vieira), Primeira cidade e Transformação, o álbum Satoru foi gravado no estúdio carioca Cantos do Trilho – com som captado pelo engenheiro de som Felipe Areas – e mixado por Pedro Garcia no estúdio Chinelada. Já a masterização foi feita em Seattle, nos Estados Unidos.

O rock do trio Satoru embute referências da cena psicodélica e do som vigente na década de 1980.

Fonte: G1.Globo

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